O PT e a elevação no número de homicídios: tudo a ver

armasRecente publicação de dados estatísticos sobre violência no Brasil indica o crescimento de 7,6% no número de homicídios em relação a 2011, com um total de  50.108 casos registrados em 2012, sendo 47.136 homicídios dolosos, 1.810 assaltos seguidos de morte e 1.162 por lesão corporal. Isso representa uma taxa de  25,8 homicídios por 100 mil habitantes.  Para se ter uma ideia do impacto desses dados, se usarmos os da ONODC (United Nations Office on Drugs and Crime)  de 2010, que indicavam  40.974  homicídios no Brasil, países considerados violentos, como a África do Sul e México, registraram para igual período, 15.940 e 27.199, respectivamente.  Países em guerra civil, como a Colômbia, do mesmo modo teve, no mesmo ano, índice menor do que o Brasil, 14.746 homicídios registrados, segundo a mesma fonte. Soma-se ao número divulgado, a elevação do quantitativo de estupros, que superou os de homicídios dolosos (com intenção de matar) em 2012, com 50.617 ocorrências (26,1), com destaque para Roraima, que apresentou 52,2 estupros por 100.000 habitantes, a maior taxa do país.  Considerando que o Estado de Roraima tem em torno de 500.000 habitantes, chega-se a uma média de 261 estupros por ano, situação de anomia  preocupante.

Parênteses. Curiosas são algumas leituras feita desse quadro. Segundo o Mapa da Violência 2012, organizado por Julio Jacobo Waiselfisz (leia aqui), 30.912 desses homicídios foram praticados por pardos, para 4.071 cometidos por negros. Estranhamente, o autor da pesquisa soma pardos e negros e chega ao montante de 34.983 homicídios para negros. O porquê da inclusão de pardos como raça negra, justifica-se, penso na minha ingenuidade,  como estratagema para legitimar a proposta do sistema de cotas. Só mesmo incluindo pardos (os quase negros e os quase brancos) como negros para justificar a ideia de que o Brasil é um país de maioria negra, e não de mestiços.

Voltando ao assunto, concomitante ao quadro desenhado acima, o consumo de drogas ilícitas no Brasil também cresceu 172% entre os anos 2000 e 2007 (fonte aqui), totalizando 870 mil usuários só de cocaína  (Relatório Mundial sobre Drogas de 2008). Isso fez do Brasil, em 2008, o segundo maior mercado de consumo de drogas das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos com seus seis milhões de consumidores da droga (fonte aqui ).

Bem, mas por que  a notória correlação entre homicídios, estupro e consumo de drogas? A resposta pode ser obtida entendo a imposição da hegemonia  esquerdista no quadro político do Brasil, cuja história principiou a partir da década de 90, quando o PT ganhou algumas prefeituras pelo Brasil. A partir delas o PT começa a perceber que a permanência no poder depende de alianças e de apoio financeiro, prática que o PSDB sabia de cor, dado ser resultado de uma fissura do PMDB, partido notoriamente fisiologista, desde a origem (Ulisses Guimarães que o diga). A experiência anterior do PT era tão somente sindical, ambiente em que a hegemonia se impõe pela força e eliminação de recalcitrantes, violência mesmo. Nas prefeituras, os petistas logo deram conta que essa prática não poderia ser aplicada no jogo político partidário. Descobriram que as alianças fisiológicas eram necessárias assim como também era preciso corromper o que for possível e se aproximar daqueles setores podres da economia brasileira, certos empreiteiros (coleta de lixo e bingueiros) e banqueiros, como bem noticiou o The Economist, em 5 de maio de 2012 (leia aqui).  Porto Alegre, o ABC e Campinas foram laboratórios para essas experiências que posteriormente seriam a marca da gestão política do PT onde estivesse no poder. Refratários a essa agenda foram eliminados no caminho, como  Celso Daniel e Toninho. O resultado disso foram os inúmeros escândalos que envolveram o PT até culminar no famigerado MENSALÃO.

A terceira fase, por sua vez,  envolve uma complexa engenharia social de finalidade desconstrucionista, praticada antes em países essencialmente capitalista ( assista video aqui), que o Brasil copiaria a partir de sua intelligentsia acadêmica, formada a partir de bolsas de fundações nos EUA, como Fundação Ford,  Fulbright, Rockefeller e congêneres. Vinda dexperiências nas administrações de prefeituras e governos estaduais, o foco fundamental nessa fase é a educação. Sabe-se que o PT é constituído por um exército de professores universitários, a intelligentsia acadêmica que me referi, distribuídos nas mais diversas áreas do conhecimento, com  prevalência nas ciências humanas, fundamentalmente as sociais. Atentem-se ao número de doutores e mestres  nessas áreas. Qualquer um torna-se doutor.  A maioria doutora-se por ser  simpatizante do desconstrucionismo  (veja definição e como começou aqui) e do socioconstrutivismo (veja suas ambições aqui). Esses intelectuais orgânicos aparelharam a educação nos mais diversos níveis, impondo PCNs e ENEM a todo país. Nada pode funcionar, em termos educacionais, desconsiderando essas duas agendas, tanto na educação pública como privada. O resultado são jovens sem a mínima habilidade cognitiva, porém úteis como boi de manada (leia aqui), ou idiotas úteis, como dizia Lênin. À esteira desse processo, do mesmo modo, os cursos universitários foram formatados para produzir uma legião de vassalos e simpatizantes da agenda petista. Pragmáticos e relativistas, eles ocupam postos nos ministérios públicos, defensorias e outros órgãos públicos. São os gendarmes dessa agenda.

A quarta fase iniciou-se com a chegada do PT à presidência da república, e está relacionada ao aparelhamento do judiciário visando fragiliza-lo em sua autonomia como poder, como já noticiou Reinaldo Azevedo (leia aqui). Ministros indicados por esse partido ou simpáticos à sua causa fizeram do judiciário o órgão máximo de legitimação de toda agenda petista, seja em relação ao uso da terra, da política indígena, do sistema cotas, da proibição do porte de armas, do meio-ambiente, tudo foi perversamente transformado em teatralidade jurídica, transmitido pela TV e coberta pela grande mídia. O objetivo é  dar ao partido um verniz de legitimidade, mesmo diante da evidente insegurança jurídica gerada pelas sentenças proferidas.

A última fase – a mais perversa – é a lenidade com crime e com a violência, que se revelam nas altas taxas de homicídios, de consumo de drogas e do tráfico. Para entender como o PT lucra com tudo isso, primeiro é preciso explicar os motivos da expansão do consumo de drogas no Brasil. Depois  é preciso ver como a elevada taxa de violência é importante para impor a agenda petista à sociedade brasileira. Começo por uma pergunta: por onde entra a droga consumida no Brasil? Não precisa pensar muito: pela fronteira com o Paraguai. Mas sabe-se que o Paraguai é lugar para outro conhecido tipo de ilícito, não como produtor de drogas, portanto esse país é só mais elo de uma complexa conexão. Para entendê-la cito uma noticia da Agência Estado de 03/07/05:

O juiz federal Odilon de Oliveira, de Ponta Porã, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, obteve evidências da atuação de guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) no treinamento de bandidos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV) para sequestros. Segundo as apurações de Oliveira, quadrilhas de narcotraficantes do Brasil são os principais clientes da América do Sul na compra da cocaína produzida pela facção colombiana.

“Eles já estão estabelecidos no Paraguai e agora miram o Brasil, onde o potencial para esse crime é maior”, disse. “Eles treinam brasileiros lá para agir aqui.” A cocaína representa outros 45% da receita das Farcs, que produzem 39% da droga colombiana. Segundo Oliveira, os traficantes brasileiros passaram a negociar com a guerrilha a compra da droga, eliminando os intermediários colombianos. A cocaína é levada para o Paraguai antes de chegar ao Brasil. O pagamento é feito em dólares ou armas de guerra. Um exemplo é o bando de 12 integrantes liderado por Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, e Carlos Roberto da Silva, o Charles, que usava sete aviões para levar a droga da Colômbia para o entreposto paraguaio. Ela comprava das Farcs e, em menor escala, de produtores da Bolívia e do Peru. A droga entra no Brasil pela fronteira com Mato Grosso do Sul, principalmente pelas regiões de Ponta Porã e Corumbá, e é levada para São Paulo e Paraná, para distribuição no País e no exterior. De acordo com Oliveira, o tráfico por aviões migrou para o Sul por causa da Lei do Abate, que permite à Força Aérea Brasileira derrubar aviões não identificados.

O referido juiz anda protegido 24 horas por dia. Está sentenciado à morte por quadrilheiros ligados ao narcotráfico. Mas o que isso tem a ver com o PT? Sabe-se que matéria prima da cocaína é plantada livremente na Bolívia de Evo Morales (leia aqui), com quem o PT tem simpatias socialistas, a ponto de Lula mostrar-lhe candidez patética no caso da Petrobrás, do gás e do tratamento dispensado aos brasileiros na fronteira deste país.  Outro nó dessa trama são as Farcs, comumente vistas ao lado de petistas no Foro de São Paulo e uma de suas fundadoras (leia aqui), sendo inclusive . Depois de Uribe destroçar a estrutura dos narcotraficantes na Colômbia, imediatamente as Farcs passaram o ocupar o vazio que ficou, fazendo da produção e distribuição da cocaína, uma de suas principais fonte de renda; a outra é o sequestro e o roubo de gado (leia aqui). Outrora grupo guerrilheiro pró-cubano, com a falência da União Soviética e da economia cubana, as Farcs tornaram-se narcoterroristas. Sem abandonar  a utopia cósmica coletivista, as Farcs transformaram em vantagem o que parecia ser desvantagem. A droga, além de ter-se tornado  uma lucrativa fonte de renda, consegue ferir o capitalismo nos EUA a partir de dentro, viciando e envenenando sua juventude, corrompendo o futuro desse país que tanto odeiam. A imprensa tem divulgado a vinculação deste famigerado grupo narcoguerrilheiro com o MST (leia aqui), este o braço armado do PT no campo.

Com isso, tudo se encaixa e pode assim ser resumido:

1) A elevação o número de homicídios, supostamente praticado por uma maioria negra (leia o início do post), invariavelmente pobre, está servindo para justificar o sistema de cotas e assim  desmestiçar o Brasil (veja aqui), etnizando-o,  como também  para legitimar bolsas assistencialistas permanentes de todo tipo. Para isso, as Farcs  dão sua contribuição inundando o Brasil de drogas, ao mesmo tempo se financiando para levar à frente sua utopia cósmica. Nesse quesito, pela semelhança ideológicas são próximos companheiros e ajudam mutuamente (veja aqui).

2) A imposição do desconstrucionismo na educação da juventude fez dela quantitativo  para anuir de boa mente  a destruição da religião, da identidade de gênero, da família judaico-cristã e dos valores pátrios, servindo para elevar o consumo de drogas, de estupros e de homicídios, como indicado anteriormente no item um.

3) A insegurança jurídica pelo aparelhamento do judiciário elevou a corrupção e impunidade em todos os setores da sociedade brasileira. A corrupção se soma à crise moral gerada pelos itens 1 e 2, tornando-se pandêmica e apodrecendo todos os poderes do espectro político brasileiro, do vereador ao senador, do juiz de província ao da Alta Corte, do funcionário público aos secretários; em todos os setores da vida pública a corrupção está presente, e a ela está associada a impunidade.

Como o partido pensa a longo, claro que esse quadro tende a se agravar e no caminho pode surgir uma manifestação ou outra lá, que serão facilmente absorvidas pela maleabilidade da agenda petista. O exemplo disso foram as recentes manifestações, que sacudiram para baixo a popularidade da Dilma. Mas percebam que logo em seguida ela se reuniu com os manifestantes para propor cinco medidas? (veja aqui). Todas elas importantes para reforçar a agenda petista, principalmente no diz respeito à gratuidade no transporte e reforma política (a reforma política prevê o financiamento público de campanhas. Qual partido mais em condições de tirar vantagens disso?). Como disse Olavo de Carvalho, o “PT é uma máquina de corrupção montada desde o início” (leia aqui), e a única forma de para-la será por sua completa destruição.

Carlos Borges

(Antropólogo e Professor)

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